Falta de macas retém ambulâncias do Samu nas UPAs e obriga famílias a pagarem transporte particular.
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7/4/20261 min read


Uma grave denúncia sobre a estrutura da saúde pública de Campo Grande veio à tona através da vereadora Luiza Ribeiro (PT). Segundo a parlamentar, as ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) estão enfrentando paralisias operacionais devido à retenção de suas macas de transporte em postos de saúde de emergência, onde acabam sendo utilizadas como leitos improvisados para os pacientes. O gargalo logístico impede as equipes de atenderem novas chamadas de urgência na Capital.
Os impactos desse cenário afetam diretamente a população. O acompanhante de uma idosa internada em estado grave na UPA Leblon relatou que a mãe conseguiu uma vaga de transferência na Santa Casa, mas o Samu não pôde realizar o transporte especializado, pois estava sem macas disponíveis. Para garantir o socorro da paciente, que dependia de balão de oxigênio, a família foi obrigada a desembolsar R$ 1,2 mil para contratar os serviços de uma ambulância particular.
Além do travamento das frentes de socorro, a fiscalização na UPA Leblon identificou falhas graves de gestão e a falta de equipamentos tecnológicos básicos para diagnósticos de urgência. De acordo com os relatos da gerência da unidade repassados à vereadora, não há aparelho de eletrocardiograma funcionando no local para atender exames cardiológicos essenciais, muito embora o município possua um contrato financeiro ativo com uma empresa prestadora desse tipo de serviço. O espaço permanece aberto para que a Prefeitura de Campo Grande se manifeste sobre a falta de materiais e a gestão dos contratos de saúde.